Sob a regência do
maestro Victor Hugo Toro, OSMC apresentou obras de Debussy e Mahler
Foto retirada do site: http://www.slmusicmagazine.com/
“No céu não se
escuta nenhum rumor do mundo”. Esta é uma das primeiras frases do
poema musicado por Mahler, no quarto movimento da Sinfonia nº 4.
Executada pela OSMC - Orquestra Sinfônica de Campinas -, entre os
dias 12 e 13 de setembro, no Teatro Municipal José de castro Mendes,
a obra é repleta de simbolismos, entre os quais a abertura dos
portões do paraíso. A sinfonia de Mahler, que já fora bastante
criticada por especialistas à época de suas primeiras
apresentações, ganhou contornos especiais com a OSC e teve
participação da Mezzo-soprano Constanza Dörr. Além de Mahler, o
evento contou com a execução de Clair de lune da Suite
Bergamasque, de Claude Debussy.
EmGoma
conferiu o evento durante o domingo, pela manhã. Foi mais um dia de
sol estalando, após quase uma semana de chuvas intensas na cidade de
Campinas. Ouvimos alguns espectadores para deixar algumas impressões
aqui. Entre eles, o poeta Rubens da Cunha, que declara que a
alternativa de horários diferentes é muito boa. Observa, também,
que achou interessante ver os músicos ainda ensaiando, produzindo
músicas dissonantes como se fosse um espetáculo a parte. “Gostei
muito da primeira parte da execução, sobretudo por estar associada
ao simbolismo”, reflete, referindo-se aos primeiros movimentos de
Claire de lune. Quanto à segunda parte, diz que “não
conhecia muito o Mahler. Foi interessante ver a sinfonia completa e
também a narrativa que existe por trás dela para dar sentido à
sinfonia.”
A professora Sônia
Manfrinatti revelou que não costuma frequentar teatros, mas gostou
muito do que vi, sentindo-se estimulada para retornar mais vezes.
Destacou, ainda, que a introdução feita pelo maestro foi muito
importante, e que este fato deu uma tonalidade especial para a
audição da sinfonia de Mahler.
As falas do maestro
Victor Hugo Toro sobre o quarto movimento da Sinfonia nº 4 de Mahler
lembraram eventos que se desenrolam atualmente no mundo, com ênfase
para os refugiados da Síria. Não poderia ser diferente: a arte
nunca está descolada da realidade que vivenciamos. A equipe do
EmGoma espera que a OSMC continue seu excelente trabalho
de levar mais música ao mundo.

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