quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Nos muros e na pele

Arquivo pessoal do artista

Com certeza você que circula pelas ruas da RMC já deve ter se deparado com a arte do curitibano residente em Hortolandia, Hélio Domingues da Luz, formado em Artes Visuais pela PUCC é grafiteiro à dezessete anos, além de arte educador, desenvolvendo trabalhos como oficinas e workshops e professor de artes do ensino convencional, o que você talvez não saiba é que "Cabelin" como é conhecido pelos amigos e também no meio artístico leva o trabalho das paredes aos corpos fazendo o que chamamos de Body Graffiti.

O EmGoma então resolveu bater um papo com o artista e mostrar pra galera um pouco mais sobre ele e sua expressão artística, seja ensinando, nos muros ou na pele.

O Body Art, o Body paint e  o Body Graffiti


A "Arte no corpo" como próprio nome diz  se refere  a utilização do corpo como um suporte artístico, onde podem ser incluídas técnicas como a tatuagem e  Body Modification, são expressões que podem ser periódicas ou permanentes, já o Body Paint, é o ato da pintura corporal, varias técnicas podem ser utilizadas como a de camuflar o corpo, faze-lo parecer vestido entre outras, o Body graffiti é o desenho propriamente dito sobre a pele, a arte e o estilo das ruas sendo aplicado ao corpo, assim como o Body Paint o Body Graffiti também é considerado vertente do Body Art.
Arquivo pessoal do artista





" O body Graffiti especificamente é o que eu faço, eu acho mais interessante a pintura sobre o corpo e revelar que não esta vestido, que a pessoa está ganhando uma pintura sobre o corpo dele e revelar que ela está nua mesmo sendo pintada"


O contato do artista com a "tela"

O artista afirma que não conhece ou não tem contato pessoal com a  maioria das pessoas que se propõe a servir de suporte para sua arte e conta ao EmGoma que a maioria dos contatos se dá através da divulgação do seu trabalho nas redes sociais:


Arquivo pessoal do artista

"Na faculdade eu nunca explorei essa coisa da body art, porque acho que não tinha maturidade para enfrentar o preconceito que existe em cima desse tipo de arte, tudo isso que envolve essa coisa do nu artístico ou do corpo nu, envolvem barreiras de aceitação"






O  uso da palavra "AMIZADE" em grande parte dos trabalhos




Na intenção de "re-significar" o sentido levado pela palavra, considera que a relação do artista com  o publico  é intimista e as criticas recebidas é o que leva o crescimento, esse é o sentido que dá a palavra e se coloca na posição de refém do publico, a relação de amizade fortalece o trabalho

 "Na verdade eu não forço muito esse entendimento nas pessoas deixo isso bem subjetivo, são poucas pessoas que conseguem 'sacar'"


 O inicio com o Graffiti 


Através do skate que se deu o contato com o graffiti, aos dezesseis anos a cultura da rua tomou conta dos seus interesses a musica, o graffiti e o estilo como um todo fez com que se envolvesse 

E pichação?


Apesar de nunca ter pichado considera a pichação um manifesto forte nas ruas do Brasil, o graffiti  agora é "aceito" pela grande maioria e não tão mal visto quanto antes, enquanto a pichação continua marginalizada, uma vez que está não tem a preocupação estética mas de afronta a sociedade.


Arquivo pessoal do artista




"São propostas diferentes o Brasil popularizou muito a questão da pichação como uma coisa feia, que não tem expressão nenhuma, são  maneiras de se expressar diferentes o Grafite e a Pichação"





As letras e desenhos 


Hélio nos contou sobre sua preferência pelas letras no corpo e desenhos na parede, segundo ele apesar de misturar ambos gosta de escrever no corpo já que a tipografia é a essência do graffiti, ele se atenta também com a interpretação das pessoas aos seus trabalhos que muda de acordo com o suporte.


Se liga aí na vídeo reportagem que fizemos com o mano:




















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