segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Poetas Ambulantes: a poesia pode estar em todos os lugares

"Nós, do coletivo Poetas Ambulantes, acreditamos que a poesia pode estar em todos os lugares. Por isso, realizamos intervenções poéticas com saraus e distribuição de poemas em ônibus, trens e metrô."




Em entrevista à Poeta Ambulante Mel Duarte,  que também vez parte do projeto Margens de curadoria de Jessica Balbino, descobrimos um modo diferente de  levar poesias as pessoas que não estavam esperando: dentro de um vagão do metro. O projeto Poetas Ambulantes já tem 3 anos e foi criado com intuito que vai além do entretenimento, mas também estimular o diálogo, a reflexão e principalmente incentivando a ação.






Inspirando-se nos vendedores ambulantes que circulam dentro dos coletivos oferecendo suas mercadorias, os Poetas Ambulantes oferecem aos passageiros poesia falada e escrita, em troca apenas de atenção, emoção e interação. 


A cada mês os Poetas traçam um itinerário diferente, percorrendo diversas linhas de ônibus, trens e metrô, declamando e entregando poemas de sua autoria ou escritos por autores consagrados. 

As ações ocorrem em dias úteis, preferencialmente nos horários de maior movimento. No momento em que os passageiros estão mais cansados e estressados, a intervenção dos Poetas torna a viagem mais agradável e divertida. O destino final dos poetas é sempre algum local onde habitualmente ocorrem saraus, dando continuidade ao dia de convivência com a poesia. 


    “  Atenção  senhores passageiros, eu poderia estar roubando, 
           eu  poderia   estar  matando, mas  estou   aqui humildemente   
                    distribuindo  poesias.   Aqueles   que   puderem   ouvir  eu agradeço,              aqueles que não puderem eu agradeço da mesma forma! ” 


 
É assim que os Poetas Ambulantes dão início à intervenção dentro coletivos. Não há roda, ordem, ou roteiro pré-estabelecido. Espalhados entre os passageiros, os poetas vão disparando sua poesia, distribuindo poemas, divulgando sua arte. Em cada coletivo a ação é diferente, pois a energia do público influencia diretamente o desenvolvimento do sarau e a escolha dos poemas. Os passageiros são encorajados a aplaudir, interagir com os “ambulantes”, e até mesmo integrar o sarau.  

Para mais informações:Poetas Ambulantes

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