domingo, 27 de setembro de 2015

Bailarinos de hip hop ao som de violões

 Foto: Samuel Lorenzetti
Espetáculo da Cia Eclipse Cultura e Arte apresenta novos caminhos para danças urbanas
 
No último domingo do mês de setembro, o teatro do SESI apresentou o espetáculo de dança “Impermanência”, da cia Eclipse Cultura e Arte, dirigida por José Ricardo Cardoso, também conhecido como Kico Brown. Com um elenco de profissionais que se dedicam ao estudo do hip hop e das danças urbanas, as coreografias retratavam a sensação de impermanência que está destinada a contemporaneidade, conforme proposta da companhia.
   
Houve surpresa por parte do público com a trilha sonora escolhida. Aqueles que esperavam a batida conhecida em rodas de hip hop se surpreenderam com melodias de violões, misturas de choro, samba, tango, entre outros ritmos. Para a estudante e também bailarina Ana Gonçalves, a música pode ser considerada um grande diferencial do espetáculo. “Gostei muito do que vi. Muita gente tem preconceitos quando se fala na cultura das batidas do hip hop. Acho que a cia Eclipse fez um trabalho excelente, apresentando ritmos variados que compunham coreografias inteligentes, ágeis e sensíveis”, afirmou.
    
A proposta do espetáculo tocava, também, questões bastante abstratas, que exigiam um forte preparação para interpretar os movimentos e também as sensações a serem expressas por eles. Marco Silveira, ex-bailarino, comenta um pouco sua frustração no que tange esse quesito. “Achei um pouco de lentidão e falta de preparo cênico em alguns bailarinos. Alguns movimentos estavam fora do ritmo da música. Deveriam ter aproveitado mais a riquezas das melodias para criarem coreografias mais intensas. Mas estão de parabéns. Dança é isso: se entregar para ver o que acontece”, resume.

Aplaudidos de pé e com boas risadas ao final – a coreografia termina com gozação feita pelos bailarinos –, a cia Eclipse Cultura e Arte parece ter agradado bastante. Foram quarenta minutos para demonstrar que a dança continua em evolução e é uma medida palpável da inconstância do ser humano.

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